Até as filhas da Rainha da Jordânia são fãs da música de Mia Rose. Foi a própria rainha quem lhe disse, num encontro em Londres. A cantora e compositora de 22 anos nasceu no Reino Unido, mas vive em Portugal desde os 9 anos (a mãe é portuguesa e o pai inglês).

Tornou-se conhecida mundialmente através dos vídeos que começou a colocar na internet há quatro anos. Mia tocava guitarra e cantava, à maneira dela, canções dos artistas de que gostava. Em pouco tempo, os internautas repararam no seu talento e os vídeos entraram para a lista dos mais vistos de todos os tempos.

Foram visualizados mais de 112 milhões de vezes. No ano passado, lançou o primeiro tema original, Let Go, e saltou definitivamente do mundo virtual para as rádios.


Sorridente e descontraída, Mia Rose contou à VISÃO Júnior como foi fazer um dueto virtual com Joe Jonas.  

Como é que surgiu a oportunidade de gravar um dueto com Joe Jonas? 
Surgiu através do Disney Channel. Fui contactada pelo canal, que me convidou para gravar o tema Wouldn´t Change a Thing, na versão portuguesa, mas foi tudo virtual.  

Chegaste a conhecer o Joe Jonas?
Não, não nos chegámos a conhecer. Mas espero que ele tenha gostado tanto de gravar o tema como eu, e que tenha gostado do resultado. Acho que as duas vozes em dueto funcionam muito bem e a junção das línguas portuguesa e inglesa foi muito bem conseguida.  

A tua história é muito improvável. Foste descoberta através dos vídeos que colocavas na internet. Acreditas que foi sorte?

Temos de trabalhar para que a sorte venha ter connosco, temos que atrair a sorte. Acho que os meus vídeos foram a coisa certa, no momento certo. Não tenho uma voz espetacular, mas tenho uma voz engraçada. E sou sempre muito honesta, nos meus vídeos e com os meus fãs. Acho que isso é diferente e inovador.  

A internet foi muito importante, no início da tua carreira. És fã das redes sociais? 
Completamente. Estou em quase todas as redes sociais que existem. Tenho Facebook, Myspace, Twitter. Adoro o Twitter, porque posso estar sempre a partilhar o que estou a fazer.  

O que é que costumas escrever?
Confesso que, quando estou triste, não gosto de partilhar. Acho que não há razão nenhuma para partilhar que estou triste, quando devo ser uma inspiração para as pessoas que estão tristes por motivos graves. Até posso ter razões para estar triste, mas acho que devo transmitir sempre uma imagem positiva, para ajudar os meus fãs. Partilho o que estou a fazer, no meu dia-a-dia, as emoções que estou a sentir, as entrevistas que vou dar, como esta à VISÃO Júnior.  

Nasceste no Reino Unido. Quando é que vieste para Portugal? 
Vim para Portugal com 9 anos. Tenho as tradições portuguesas e a nacionalidade britânica. Sou um bocadinho dos dois, como um bife mal passado!  

Agora vives em Portugal?
A minha base é cá, mas quase não estou em Portugal. Passo o tempo a viajar. Quando estou cá os meus amigos batem palmas, porque é muito raro.  

Tens muito sucesso no Reino Unido e noutros países do mundo. Como é que isso se reflecte na tua carreira? 
Adoro os meus fãs portugueses, porque Portugal é onde me sinto mais em casa, mas sei que há pessoas em todo o mundo que ouvem a minha música. Dá-me mais responsabilidade. Em vez de me preocupar só com os fãs portugueses, tenho de me preocupar com os fãs de todo o mundo.  

Tens muito contacto com os teus fãs?
Imenso. Ter começado com o YouTube deu-me uma perspetiva um bocado diferente. Sinto que posso partilhar absolutamente tudo com os fãs. Gosto muito de tentar encontrar novas maneiras de incluir os fãs no meu percurso. Costumo fazer passatempos para me conhecerem ou receberem autógrafos.  

Sobre que temas gostas mais de cantar?
É sempre bom cantar sobre o amor, especialmente se estamos apaixonados nesse momento. Uma das coisas que mais gosto de ver num cantor é que está a ser fiel à letra. Se a música é triste, não pode estar com um grande sorriso na cara. É preciso sentir a música e transmitir a paixão através da letra.   

É isso que tentas fazer com as tuas músicas?
Completamente. Eu não consigo cantar uma música sem a sentir. Se eu cantar uma música que não me apetece cantar, as pessoas reparam logo. Nota-se que não há aquele brilho nos meus olhos.  

Tocas guitarra todos os dias? 
Todos os dias não, mas quando tenho um tempinho livre em que me posso sentar e compor, adoro dedicá-lo à escrita. É sempre muito bom.

Escrever uma canção é uma obrigação?
Eu não consigo escrever sob pressão. A criatividade e a inspiração não vêm com hora marcada, surgem naturalmente. É imprescindível, num momento de inspiração, ter a guitarra à frente para libertar tudo o que sinto.  

Como é que consegues ultrapassar os nervos ao subir ao palco? 
Sinceramente, fico mais nervosa antes de dar uma entrevista em português! A minha língua materna é o inglês e em português, às vezes, faltam-me as palavras. Em relação ao palco, só mesmo nos minutos antes é que sinto umas borboletas no estômago que apenas servem para me dar mais energia e força. Não sinto uma ansiedade desconfortável, nada disso.